Quais dados realmente vale registrar em serviços em andamento?
Por Reginaldo Osnildo
Um erro comum ao montar qualquer controle de serviços é tentar registrar tudo que pode ser útil algum dia. O resultado é um formulário longo que ninguém preenche direito, porque o tempo de registrar passa a competir com o tempo de atender.
Os quatro dados que realmente importam
Quem é o cliente. Nome (ou apelido reconhecível) e um jeito de contato — telefone é suficiente na maioria dos casos.
O que foi combinado. Uma frase curta descrevendo o serviço, não um laudo técnico completo. “Trocar resistência do chuveiro” é suficiente; não precisa virar um parágrafo.
Em que etapa está. Recebido, em andamento, aguardando, pronto, entregue — cinco opções cobrem praticamente qualquer serviço.
Quando foi a última atualização. Isso ajuda a identificar serviços parados sem que ninguém precise perguntar “desde quando está assim?”.
O que costuma ser registrado à toa
Campos como “categoria do serviço”, “forma de pagamento prevista” ou “nível de complexidade” parecem úteis na teoria, mas na prática viram campos em branco — porque exigem decisão extra no momento em que a pessoa só quer anotar rápido e seguir. Um campo que fica vazio na maioria das vezes é um campo que não devia existir.
Um teste simples
Antes de adicionar um campo novo ao seu controle de serviços, pergunte: “eu vou olhar esse dado de novo daqui a uma semana?”. Se a resposta for não, o campo está ali só pra parecer completo — não pra ser usado.
Menos campos, mais uso
Quanto menos campos um controle de serviços exige, mais chance existe de ele ser preenchido no calor do atendimento, que é o único momento em que a informação está fresca. O SEM FIO Serviços foi montado em cima desses quatro dados — cliente, combinado, etapa, última atualização — porque são eles que realmente respondem à pergunta “o que está pendente agora?”.